.:[Vistosetc.wordpress.com]:.


POEMA DO POETA
26, Março, 2008, 6:58 pm
Arquivado em: Poemas
Não sou Fernando Pessoa,
Mas sou poeta e fingidor
Minto nas palavras do poema…
FINJO! Sentimentos SATISFEITOS.
Escrevo o cheiro que não sinto.
Vejo a dor na alegria.
a perfeição na imPERFEIÇÃO.

Assim sou poeta,
cercado de várias faces,
Que me fazem criar a dor
Dos gritos não gritados.

Assim é o meu poema,
As vezes celestiais,
Outras tantas vezes…
Sei lá.

Pois no silêncio do poema
descrevo o ócio do nada.

Arquétipo Diniz



Mais um poema…
3, Março, 2008, 5:12 pm
Arquivado em: Poemas
Paixão Pueril

Sei bem o que tu queres
E compassadamente ei de fazer
Arder, acender, bater
No seu corpo esculpir
Re-florescer a paixão mais intensa
Já vista na solidão
Você e eu, poema e poesia
Produzindo na dúvida do olhar,
Entre gemidos de gozo e prazer,
Uma paixão pueril
Mas que ao mesmo tempo
É como Mel virgem
Que primeiro se extrai
Se descuida e abstrai
Dos favos da colmeia.

Vagarosamente vou ser causa
das mais doces e quentes EMOÇÕES.
Nossa volúpia será deslumbrante
E atroz como nunca se viu.

Você não sabe o que posso te dar
E sei que por menos prazer você cedeu
Venha minha querida,
Dispa-se
aqui está o maior prazer de tua vida…

Arquétipo Diniz



Poema das verdades
25, Fevereiro, 2008, 10:06 am
Arquivado em: Poemas
O poema das verdades

Nem sempre “O dono do motel,
é quem vive de amor”.
Pois “Amor é só de mãe,
e paixão é só de Cristo”.
E “pior seria, se pior fosse”

Sabe-se que “Quem gosta de gozação,
Acaba levando gozada.”
Porque “O importante é o que importa”.
Além de “Quem nada fala,
em silêncio permanece”.

“Se tamanho fosse documento,
O elefante era dono do circo”.
Mas “Justo é o banheiro,
que faz o valente virar cagão,
e o covarde fazer força.”

“Quem oferece não quer dar”
E “Quem tem cú tem medo”
“Quem tudo quer, tudo deseja”
Enquanto “Berra a cabra, berra o bode”
E “A gente é que se fode”

Enquanto “A única verdade é a realidade”
E um “Cavalo morto é um animal sem vida”
“Urso que dorme vira tapete”
E assim “O nada não é nada porque se fosse nada,
a palavra nada nem existiria”

Arquétipo Diniz



Poema
15, Fevereiro, 2008, 5:29 pm
Arquivado em: Poemas
Nossa Simbiose

Amanheci não só no seu pensamento.
Amanheci no seu olhar,
Na luz súbita do espiríto
Que ilumina o meu dia.
Mergulhando num longo e íntimo
entendimento perfeito.

Só hoje serei seu,
Todo seu, serei sempre.
Quando eu sorrir ou chorar,
Imaginar ou tatear
Serei todo seu.

Se um dia fomos desiguais,
Só por hoje seremos iguais.

Autor: Rafael Diniz Andrade Cavalcante


Poema…
14, Fevereiro, 2008, 6:54 am
Arquivado em: Poemas

Trecho final das Glosas Fesceninas do poeta Moysés Lopes Sesyom

 

“…Vida longa não alcanço

Na orgia e no prazer,

Pois enquanto não morrer

Bebo, fumo, jogo e danço.

Brinco, farreio e não canso

Me censure quem quizer,

Não falho um dia sequer

Cumprindo esta sina venho,

Além dos vícios que tenho,

Sou perdido por mulher.”

 

Moysés Lopes Sesyom, nasceu a 28 de julho de 1883 no sítio Baixa Verde em Caicó, no Rio Grande do Norte. Viveu em Açu-RN, a partir de 1905 vindo a falecer em 9 de março de 1932.